Nadama Jade @ Praça 7, Belo Horizonte/MG

Nadama e Transeuntes

Anos e anos fotografando e essa é minha primeira tentativa de exposição múltipla :o

The metallic reflections

Light here was dimmed to a minimum and I had to crank the ISO up, but the reflections on metal were just too perfect to be missed.

the metallic reflections - by Helen Luna

Dança Espanhola

patioespanhol

Minha página no Facebook

Minha página no Facebook

Curiosidade sobre o link acima: outro dia postei no Instagram a foto de minha caixa de negativos. A desenterrei das profundezas porque voltei a fotografar filme, e lá fui eu toda animada, levando meus quase 50 envelopes de negativos à loja pra digitalizar. Eu não imaginava que era tão caro! No final das contas, deixei lá somente 7 envelopes, cuja digitalização me custou absurdos 230 reais. O resultado dessa brincadeira está espalhado entre os álbuns “Primórdios” e “Idade Média” na minha página do Facebook.

Sim, comecei clicando a família, os objetos, e um artista “local” de quem fui próxima. Achei digno colocar no facebook esses momentos históricos já que no site só quero meu trabalho atual (de 2010 pra cá).

Tenho muito mais coisa no baú, mas até que eu possa desenvolver um método barato de escanear meus negativos (testando alguns tutoriais que encontrei online), esse é o gostinho de naftalina que tenho para compartilhar.

O fim dos hiatos

-Não se leve tão a sério, as pessoas odeiam isso.
-Se leve a sério ou vão te achar só mais um hobbyista.
-Tenha um site, nem que seja um gratuito.
-Você vai queimar seu nome ao ter um desses sites gratuitos. O mercado é ingrato, você vai concorrer com o playboyzinho que foi aos EUA e voltou com uma câmera na mala e agora acha que é profissional, botou anuncio no Groupon e deu um bom pontapé na carreira fotografando books por R$100, enquanto você estará se arrastando pra começar de forma “honesta”. Quer um conselho? Faça uns casamentos, dinheiro rápido. Imite aquele fotógrafo que faz autopromoção descarada dia e noite no Facebook postando TODAS as fotos que faz. Seus anos atrás de uma câmera não contam nada.
-Não, não vá na deles. Isole-se de tudo isso. Exclua seu Facebook. Nada de ter Google+, twitter, Instagram? Tsc ,tsc, você está se contaminando e qualquer pessoa que esteja procurando um artista não vai te levar a sério se você congrega com amadores. Sempre há lugar para a arte.
-Nunca se declare um artista.
-Não pode ter lista de preços no seu site, isso vai te fazer parecer “barato” demais.
-Coloque os preços no seu site, as pessoas não vão se dar ao trabalho de perguntar!! Seus anos atrás de uma câmera não contam nada…

E é assim todo dia, há quinze anos, a mesma ladainha de pessoas entendidas (porque todo mundo acha que entende de fotografia) – com perdão da expressão – cagando regras sobre como devo conduzir minha carreira. E elas são sempre contraditórias. Opinião sobre carreira em fotografia deveria ser igual a gosto: deveria não se discutir, ponto. Cheguei a essa conclusão depois de tanto tempo andando feito barata alucinada de RAID atrás do conselho alheio sobre meu próximo passo. Eu tinha só 17 anos então; tenho 32 agora e cansei de levar vassouradas.

Em 1999, quando comecei, as câmeras digitais estavam começando a ficar populares e ninguém queria saber de um fotógrafo “de filme”, porque nosso preço ficou exorbitantemente alto em comparação. Sem dinheiro pra comprar um equipamento digital decente (sei que muito “profissa” da época  fotografava com Sony Cybershot na cara dura, mas eu nunca fui cara-de-pau) e sem ter como bancar filme e revelação por amor à arte, eu fiz um longo hiato. O primeiro de muitos. E desde então sempre que fiquei sem saber qual rumo tomar na minha carreira, foi o que fiz: um hiato.

Há anos porém sonho em voltar ao filme. Ao contrário da galera hipster, que faz isso pra parecer vintage, pra ter o feel de uma época que nunca viveu mas admira, que tatua a Rolleiflex no pulso e compra filme no ebay, eu queria voltar às minhas origens e recuperar o tempo perdido de evolução em termos de sensibilidade do olhar. Não abandonando o digital, que tem sua hora e lugar (afinal não investi os últimos 7 anos em equipamento e estudo à toa) mas sim pra marcar um breakthrough, o momento em que me rebelo contra as opiniões que me baratinaram ao longo desses 15 anos, e decido ser fotógrafa à minha maneira – decidi buscar esse sonho. Tenho certeza que eu não fui a única aspirante a fotógrafa que ficou confusa num meio onde todos querem rasgar sua identidade e te dar a deles. Acho que confundem liberdade de interpretação da arte com liberdade de projeção psicológica?

Olha, e se eu quiser misturar comercial com artístico? E se eu quiser botar preços pra sessões de retrato no site e no mesmo quiser listar exposições de minhas fotografias naquela galeria chique? E se eu quiser oferecer filme, digital, polaroid e ainda continuar no Instagram? Eu não estou nem aí pro purismo ou pro não-purismo, pras regras inventadas da cabeça de cada um e vendidas como leis da arte – o que quero é deixar a minha visão de mundo por aí, marcada em gravura de luz, como parecer válido para mim. Vai sempre ter quem diga que estou imitando sei lá quem ou que estou fazendo aquilo outro errado. Nunca me defendi, nem vou me defender do que pensam de mim. Minhas fotos porém devem falar, chame-as de arte ou não, goste delas ou não.

Então não haverá mais hiatos. Porque não haverá mais regras, e quem poderá dizer quando eu deveria estar ou não fotografando senão eu e minha vontade e criatividade? Não deveria ter sido sempre assim?

preview do projeto arte das ruas fora do centro

Tenho uma bela EOS 3 que ganhei de presente de aniversário da pessoa mais especial do mundo com 3 rolos de filme pra recomçar <3 Minha fiel cinquentinha básica quebrou num episódio triste, e providencialmente fui agraciada com o financiamento de uma 50mm superior pela mesma pessoa especial <3 Minha Polaroid está em revisão de taxas na receita federal. Meu projeto nas ruas de BH está engatinhando… Tudo nos eixos. O que falta, sinceramente? TEMPO! Só que aí são outros quinhentos, e assunto pra outro post ;)

Estilo

A cada dia me agrado mais quando o resultado das fotos sai um tanto quanto SURREAL. Será que estou encontrando um estilo? No dia 01/09 fotografei a Peça A Pequena Sereia no Palácio das Artes, BH/MG. Dentre várias fotos tecnicamente boas, algumas saíram diferentes, e gostei mais delas em particular – o inusitado é sempre melhor. Amostras de ambos casos:

 

Inauguraçãodotcom

WOW. 6 meses sem postar e estou de volta. Foi uma saga ENORME para estar aqui escrevendo esse post tanto que não sei nem por onde começar.

Propus a mim mesma que o próximo post deste blog seria já em seu domínio próprio, o helenluna.com. Em fevereiro, comprei o domínio. Mas meu paypal não deixou que eu fizesse pagamento em dólares para o WordPress, e desde então estive numa interminável quest para fazer o pagamento de U$13. Inacreditável não? Entre recusas de amigos de me ajudar, propostas de cartão de crédito negada, e gerente de banco me dizendo que seria impossível me dar um cartão de crédito internacional, eu fui levando a vida pelas beiradas, cuidando de outros assuntos desinteressantes e me sentindo culpada por não estar presente aqui. Finalmente voltei, graças à minha amiga Priscila que pagou a grana no Paypal e à minha amada Claire, que fez o setup do dotcom pra mim. (Valeu meninas!)

Como prometi a mim mesma, um novo post já dentro do helenluna.com ^^

Os últimos 6 meses foram bastante produtivos de uma forma relativa. Como alguns sabem, tenho dois empregos “normais” que utilizo como fonte de renda e pé-de-meia pra comprar equipamentos. Entre uma e outra fotografada esporadicas e mal remuneradas, consegui comprar alguns equipamentos, com a grana dos empregos. E esses dois me tomam um tempo gigantesco, o que faz a fotografia ficar em segundo plano. [Alguém aí vai dizer que eu não precisava passar por isso, que se eu fizesse casamentos estaria rapidinho comprando tudo que preciso e estruturando uma carreira, mas eu sou teimosa. Escolhi o modo hard. Minha fotografia não é comércio. Prefiro batalhar grana em algo por fora, algo totalmente inartístico que não comprometa minha integridade, e manter-me pura artisticamente.] Mas cá estou, dois empregos de telemarketing, e devagar e sempre progredindo como fotógrafa sem comprometer meus valores.

Uma recapitulada no que fiz nos últimos tempos é merecida! Vou anexar algumas fotos ao post. Nos falamos em breve :D

Marcha das Vadias BH 2012

Auto-retrato

Leticia na noite da Savassi

Cosday BH, Julho 2012

Cosplay @ Cosday BH, Julho 2012

Auto-retrato

Leticia dançando

Pão de queijo quentinho com manteiga

Pablo pra lá de Bagdá

Guilherme numa manobra radical

Qualquer lugar é lugar ^^

Pkl e a música

Antisocial

A vampire

Lunática?

Blood

@ Requiem BH

Frida @ Marcha das vadias BH

Sultry light

Two twins.

Uma feiticeira?

Odalisque

Odalisque (1)

A Pequena Sereia, Palácio das Artes, BH

Bráulio

Leticia e o estilo

Nathy

Yawn

Pool Moshpit

Banda Anarco

Banda Anarco

Anarco e amigas

Primeira Tattoo, auto-retrato

Rai malako

Banda Neville

Rai Neville

Jump!

Renato Ziggy

Eu, fotógrafa de shows

Mesmo depois de tantos anos, ainda estou me descobrindo como fotógrafa de shows. Quanto mais clico, percebo que desenvolvi uma particularidade, aonde a intenção final não é registrar estaticamente os acontecimentos, mas sim criar arte com a luz, a intensidade, a energia e os assuntos do palco. Saio satisfeita quando produzo resultados que são – maioria das pessoas diria – esquisitos; mas para mim eles são altamente artísticos. Como isso aqui:

Mais do que reproduzir a atmosfera (por isso não uso flash, por isso às vezes fotografo do meio da platéia) busco colocar identidade no que faço. Isso pode irritar alguns, ser feio para outros, mas reservo-me à esperança de que alguns vão gostar. Ainda não tenho a liberdade para deixar totalmente de fazer as fotos clássicas  (elas são esperadas pelos contratantes, cada um quer ver “como ficou na foto”) mas um dia quero ter deles a confiança para criar. Gravar a música com luz.

Estou apenas engatinhando e me falta muita, mas muita prática para que possa dizer que tenho uma marca registrada. O que eu não quero é ser escrava. Da luz, da exposição perfeita, do enquadramento perfeito, do foco aguçado, das correções no Lightroom. E ao mesmo tempo que estou postando isso aqui como um disclaimer quando minhas fotos forem incompreendidas… bem, ser incompreendido não é O sentido?

A beleza da margem

Olá, povo! Fiquei um tempinho sem postar por aqui porque peguei um emprego qualquer pra ver se consigo comprar equipamento… não está fácil entrar num mercado onde todo mundo tem uma MarkII e três lentes, no mínimo. Ocupada, tenho apenas as madrugadas quando chego do serviço para dar uma rodada na internet e acaba não sobrando nem um pouco de carinho pra esse blog…

Até que esbarrei num tópico recente sobre o fotógrafo Rafael Lage no fórum do FotoClube BH no Flickr. Fiquei sensibilizada com a riqueza do trabalho do cara. Em seu empenho fotográfico e filmográfico, ele documenta como a cultura hippie moderna no Brasil é marginalizada, ameaçada na sua base por poderes que tratam os artesãos nômades como vagabundos, drogados e mercadores safados que precisam sofrer sanções e represálias no seu modo de vida para “tomarem jeito” e saírem das ruas. Existe uma lei contra a “vadiagem” comendo solta nas ruas do nosso país: artesãos e moradores de rua tem tido seu artesanato e pertences pessoais (como cobertores e itens de higiene pessoal) apreendidos por fiscais, com apoio da polícia, numa tentativa dessas autoridades de limpar as ruas da presença de um grupo que consideram lixo social, que dizem que “polui” as cidades.

O que acontece, amigos, é que a cultura hippie, ou o que sobrou dela na sociedade Brasileira, está toda nas mãos desse povo artesão. Eles que nós vemos vendendo pulseiras na praça, fazendo dreads nos transeuntes, são artistas, são o que sobreviveu de uma cultura riquíssima, uma contracultura, aliás. E como uma contracultura leva a sociedade ao questionamento, não é de se espantar que existam poderes querendo sufocá-la. A luta do fotógrafo, portanto, é contra o assassinato de um movimento cultural. Esse assassinato tem sido cometido à luz do dia, na presença da multidão.

Rafael Lage, sendo ele mesmo um desses artesãos, decidiu registrar a situação de desrespeito aos direitos humanos e expor isso tudo em busca de um impacto favorável àqueles que defende. O trabalho dele é lindo e eu apoio completamente, e espero que todos vocês também apoiem, divulguem por aí :)

Não vou falar demais, apenas deixar com vocês o link do blog do moço: http://belezadamargem.wordpress.com/ (fotos acima emprestadas do blog).

Beijos!

At last

Desde Janeiro estou prometendo postar sobre minhas aventuras fotográficas recentes. Num misto de preguiça, ocupação, déficit de atenção e necessidade de socializar mais do que ficar escrevendo acabei empurrando o post com a barriga até hoje, mas chega! Vamos lá…

Num único fim-de-semana no fim de Janeiro fiz um ensaio com uma cliente grávida, a Mônica:

Gente finíssima ela e gostou muito do resultado, que foi um álbum de fotos 20×30 com case e tudo, muito lindo ^^ Primeira vez que faço algo assim.

No mesmo findi, fotografei algo totalmente diferente, bandas de metal num festival em Conselheiro Lafaiete /m/ Na verdade quem me chamou pra o serviço foram os caras da Bonestripper:


_MG_3573

Mas antes do gig deles, testei a iluminação clicando as outras bandas, e acabou que algumas fotos saíram boas também:

Gostei menos das duas últimas, mas foi o que pude fazer quando um engraçadinho (provavelmente alguém da própria banda já que a mesa de luz estava no palco LOL) apagou todas as luzes. Me virei nos 30, mesmo. Valeu pela experiência. E eu já sei que o resultado do ISO 6400 da minha câmera é uma porcaria. Noisenoisenoisenoise!

Depois de algumas semanas teve uma festinha na casa do meu amigo Daniel onde eu, caindo de bêbada, peguei a Xti dele pra fotografar os acontecimentos da noite. Não deve ter prestado! Só sei que ele não publicou as fotos no Facebook até hoje…

No dia seguinte, todo mundo derrubado de ressaca até 5 da tarde, tirei essa aqui da minha amoreca Gabbytz:

Owwwwn…

E isso foi seguido por um serviço com mais uma banda, a O Instinto Coletivo, outra vez um ótimo treinamento já que o bar onde eles tocaram, o Rota85, quase não tem iluminação para o palco, eu não tenho uma lente de abertura 1.8 nem um flash externo. Suei, viu!

Outros eventos que aconteceram e onde fotografei igual retardada, mas não são tão importantes pra esse blog: aniversário da minha filha e aniversário de minha amiga Babi. As melhores dos dois:

Ufa! E no meio de tudo isso, serviços e fotos pros amigos, meu PC deu praticamente perda total, e fiquei uma semana e meia desplugada do mundo e me sentindo péssima pelo gasto imprevisto – meu plano era nesse mês adquirir a tão sonhada 50mm 1.8, e agora vou ter que adiá-lo até pagar as peças de computador que comprei. Bem… de PC novo, e sem muuuitos serviços em vista, tentarei atualizar mais vezes o blog. De novo peço: me cobrem!!!!!!!