Ocupação Guarani-Kaiowa

Ocupação Guarani-Kaiowa

Ocupação Guarani-Kaiowa: evento em 24-05-2014

Não consigo sair desse site

Muito conhecido, o site Humans of New York é meu mais recente vício. Vendido pelo seu criador como um “censo fotógráfico de Nova Iorque”, o site apresenta quase diariamente imagens de anônimos nas ruas da cidade que nunca dorme, acompanhadas de uma espécie de mini-entrevista com os fotografados.

sample HONY

“I think society’s emphasis on family forces us into relationships that are otherwise unhealthy. Sure, a long time ago, when people lived miles from civilization, family was all you had. There was a very practical purpose to sticking together. But now I have six million people in my backyard. Why should I be wasting time with someone I don’t like just because they have the same last name as me?” – source: Humans of New York

O autor Brandon Stanton admite que não é o melhor fotógrafo que há (tecnicamente falando), e talvez não saiba fazer todas as suas imagens falarem por si próprias, mas com certeza é um entrevistador hábil. O que me encanta é ver como numa multidão até as pessoas dadas por mais comuns tem a sua beleza ou tristeza única e às vezes os diferentes são os que tem problemas mais normais. Ter a capacidade de amostrar a enorme diversidade humana jornalisticamente é admirável, para mim um trabalho invejável, por isso não deixem de conferir!

 

Colorização digital de fotos

Sou apaixonada por fotos em preto e branco. Como a maioria dos seres humanos adoro cores e, ao ver uma imagem, minha atenção é automaticamente desviada para a cor. Por isso mesmo gosto de descansar o olhar no preto e branco: ver além da cor é algo que nós, que nascemos e vivemos num mundo colorido, temos que aprender com a prática.

Mas o fato é que as pessoas não estão interessadas. Num mundo de imagens fáceis e rápidas, poucos se importam com a maneira com que olham. E disso, surge uma certa aversão a fotos históricas, e aqueles que poderiam ser tão enriquecidos por essas imagens as deixam de lado porque são aparentemente “sem graça”.

Japanese Archers BW2Colorized
Ainda bem que a colorização de fotos vem se popularizando, possibilitando que tanto artistas quanto amadores obtenham resultados cada vez mais realistas e precisos. Não que eu prefira as fotos digitalmente alteradas, mas vejo nelas uma oportunidade para aqueles que se sentiam entendiados por fotos preto e branco olharem com outros olhos para momentos de nossa história que nunca deveriam ter ignorado.

Nessa onda, recentemente, o site demilked postou duas séries de fotos históricas colorizadas, as quais me sinto na obrigação de repostar:

Link 1
Link 2

Ah, fantásticos resultados não acham?… Um dia eu aprendo a colorizar!

A beleza da margem

Olá, povo! Fiquei um tempinho sem postar por aqui porque peguei um emprego qualquer pra ver se consigo comprar equipamento… não está fácil entrar num mercado onde todo mundo tem uma MarkII e três lentes, no mínimo. Ocupada, tenho apenas as madrugadas quando chego do serviço para dar uma rodada na internet e acaba não sobrando nem um pouco de carinho pra esse blog…

Até que esbarrei num tópico recente sobre o fotógrafo Rafael Lage no fórum do FotoClube BH no Flickr. Fiquei sensibilizada com a riqueza do trabalho do cara. Em seu empenho fotográfico e filmográfico, ele documenta como a cultura hippie moderna no Brasil é marginalizada, ameaçada na sua base por poderes que tratam os artesãos nômades como vagabundos, drogados e mercadores safados que precisam sofrer sanções e represálias no seu modo de vida para “tomarem jeito” e saírem das ruas. Existe uma lei contra a “vadiagem” comendo solta nas ruas do nosso país: artesãos e moradores de rua tem tido seu artesanato e pertences pessoais (como cobertores e itens de higiene pessoal) apreendidos por fiscais, com apoio da polícia, numa tentativa dessas autoridades de limpar as ruas da presença de um grupo que consideram lixo social, que dizem que “polui” as cidades.

O que acontece, amigos, é que a cultura hippie, ou o que sobrou dela na sociedade Brasileira, está toda nas mãos desse povo artesão. Eles que nós vemos vendendo pulseiras na praça, fazendo dreads nos transeuntes, são artistas, são o que sobreviveu de uma cultura riquíssima, uma contracultura, aliás. E como uma contracultura leva a sociedade ao questionamento, não é de se espantar que existam poderes querendo sufocá-la. A luta do fotógrafo, portanto, é contra o assassinato de um movimento cultural. Esse assassinato tem sido cometido à luz do dia, na presença da multidão.

Rafael Lage, sendo ele mesmo um desses artesãos, decidiu registrar a situação de desrespeito aos direitos humanos e expor isso tudo em busca de um impacto favorável àqueles que defende. O trabalho dele é lindo e eu apoio completamente, e espero que todos vocês também apoiem, divulguem por aí :)

Não vou falar demais, apenas deixar com vocês o link do blog do moço: http://belezadamargem.wordpress.com/ (fotos acima emprestadas do blog).

Beijos!

No lugar certo, na hora certa.

Fazer boas fotos não é só uma questão de talento, equipamento e habilidade. Sorte também conta muito. E a maior prova que temos disso é o que as câmeras do Google Street View vem captando desde 2007. John Rafman compilou os melhores momentos num Tumblr aqui.

Alguns exemplos:

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